já faz tempo que escrevi esse poema. e se ele está aqui é porque minha república federativa continua assim. e sem eleições ou golpes de estado que quebrem a atual vigência.
***
era promessa.
nunca mais construir uma linha,
nunca mais erguer poemas
toda minha dor transformada em cidades
com arranha-céus de profunda tristeza.
prédios falantes,
entregando minha agonia aos transeuntes.
e eu, arquiteta de meus próprios sonhos mortos,
carregava as pedras para minhas pirâmides de faraós léxicos.
...
mas promessas são como vidro:
quebram-se.
e se minha dor é um país,
sepulcro de letras que em mim não cabe,
prefiro espalhar as covas
do que ser cemitério vivo.
***
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era promessa.
nunca mais construir uma linha,
nunca mais erguer poemas
toda minha dor transformada em cidades
com arranha-céus de profunda tristeza.
prédios falantes,
entregando minha agonia aos transeuntes.
e eu, arquiteta de meus próprios sonhos mortos,
carregava as pedras para minhas pirâmides de faraós léxicos.
...
mas promessas são como vidro:
quebram-se.
e se minha dor é um país,
sepulcro de letras que em mim não cabe,
prefiro espalhar as covas
do que ser cemitério vivo.
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